segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Cecilia Meireles

somos o que somos...
sem profissão, idade, nome, corpo;
o que sobra de todos estes pormenores; o que viaja sob todas essa limitações;
o que por acaso se realiza fora de tais formalidades;
o que porventura resistirá quando encerrarmos nossas atribuições no mundo humano...
somos o nosso silêncio interior, o nosso silêncio sempre enriquecido e tão cheio de claridade secreta...
somos a nossa grandiosa solidão, aquela em que nos reconhecemos desde a infancia,
o espelho da nossa permanência, a constante vigilância de nossa vida.

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